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sábado, 29 de agosto de 2015

Rádios comunitárias cobram menos burocracia e mais apoio

Congresso da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) discute desburocratização e sustentabilidade de emissoras.

Em um momento do país em que a mídia promove de forma irresponsável um quadro de caos econômico e social, representantes de rádios comunitárias de diversas regiões brasileiras se reuniram em Brasília para discutir estratégias que visam fortalecer a comunicação democrática e a atuação dessas emissoras como contraponto à manipulação da informação. Mas os caminhos não são fáceis.

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) realizou seu 8° Congresso nos dias 21, 22 e 23 de agosto. Os percalços que as emissoras enfrentam para apresentar um modelo de comunicação mais plural e democrático foram a linha principal dos debates no evento.

Coordenador da associação até o Congresso, José Sóter, defendeu a necessidade de alterar a regras urgentemente, entre elas, as que tratam da publicidade. Por lei, as emissoras não podem veicular espaço publicitário de forma mais detalhada. "A propaganda da padaria não pode falar que o pão é gostoso, nem seu preço", exemplifica. O único formato permitido é o chamado apoio cultural, pelo qual só se divulga o nome do estabelecimento.

Criminalização

Outro ponto destacado foi a descriminalização do setor que enfrenta regras impostas pela Lei 9612, de 1998, responsável por regulamentar a radiodifusão comunitária no país e dificultar a tramitação dos documentos.

Para a Secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, é fundamental a prioridade para as rádios comunitárias nas políticas públicas de comunicação, eliminando a burocracia e as restrições impostas atualmente. “O fim da criminalização é fundamental para garantir a anistia aos milhares de comunicadores perseguidos e condenados pelo exercício da liberdade de expressão e do direito à comunicação”, definiu.

Como resposta à pressão da Abraço, o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Samir Nobre, apresentou novas regras, que valerão a partir do Plano Nacional de Outorgas, a ser lançado em breve. Segundo ele, as mudanças representam o início de uma nova relação entre as emissoras e o governo e diminuirão a quantidade de documentos necessários para outorgas.

Conforme já destacado na abertura do Congresso, o controle de veículos de comunicação por políticos e religiosos não está somente no circuito comercial. Ocorre também nas comunitárias. Samir relatou casos em que as autorizações de emissoras não foram renovadas por serem controladas por políticos ou pastores de igrejas, situação que foge dos princípios básicos de radiodifusão comunitária, apontou.

Para José Sóter, as propostas apresentadas representam um avanço, mas não suficientes ainda para desenvolver o setor de forma justa. Um primeiro passo, segundo ele, seria as comunitárias assumirem a manutenção da estrutura da Abraço para que a entidade reforce sua voz. A associação oferece apoio, inclusive jurídico, para que as rádios entrem no ar sem receber nada por isso.

Segundo o dirigente, o financiamento é ponto crítico. “Com cinco mil rádios no ar graças à atuação da Abraço, é hora das emissoras assumirem o protagonismo da entidade. Mas para isso a captação de recursos deve avançar. Seja por meio do espaço publicitário, seja por meio de recursos públicos. Se tem recurso para salvar banco de quebradeira, nós queremos benefícios também”.

Outro ponto que Sóter questiona é a exigência da representatividade. Para que a autorização seja concedida, é necessário que a associação apresente uma lista de assinaturas, a chamada lista de apoio. José Sóter explica que o correto é verificar o quadro de associados da entidade que pleiteia a autorização. “Fica fácil para igrejas, por exemplo, passarem uma lista em seus cultos ou qualquer um ir até um local público e colher assinaturas, aleatoriamente”, explica.

Diálogo

Para que as questões que envolvem o relacionamento entre poder público e comunitárias avancem, um dos caminhos é a "participação social", defendeu o secretário nacional de participação social da Presidência da República, Renato Simões. “Rádios comunitárias são parte da política de participação social e o governo tem como prioridade a participação por intermédio de meios digitais. O Congresso da Abraço é o espaço para uma reflexão sobre novos passos a serem dados no futuro, com a atuação das comunitárias”, afirmou.

O que vai ao ar – O encontro tratou ainda da produção do conteúdo. A ideia defendida pelos participantes foi a criação de uma rede a partir da qual o material seria compartilhado pelas emissoras não necessariamente sendo veiculados nos mesmos horários, mas estabelecendo uma linguagem comum às comunitárias.

Essa seria uma forma de driblar a falta de orçamento ou dificuldades técnicas e de equipe para produção de reportagens. A proposta é utilizar material público e de outras entidades como CUT, TVT, EBC, Ministérios da Educação e da Cultura, entre outras fontes.

América latina

As dificuldades enfrentadas no Brasil não são muito diferentes daqueles que as comunitárias de outros países da América Latina enfrentam, Isso ficou evidente na intervenção do jornalista Beto Almeida, conselheiro da Telesur, rede de televisão pública multiestatal.

Ele apresentou casos em que as comunitárias exercem um papel importante em processos democráticos, como a cobertura alternativa de processos eleitorais em países como Venezuela, Bolívia e Equador.

Beto Almeida ainda citou a questão do financiamento como fator fundamental para a sobrevivência das comunitárias: “A Veja tem 14 páginas de patrocínio da Petrobrás, ou seja, dinheiro público. Com o valor investido em uma publicação como essa, que ‘avacalha’ com o governo, muitas comunitárias poderia ter sua produção incrementada, em prol de uma comunicação mais democrática e plural”.

Mulheres nas rádios comunitárias

Outro momento de destaque do Congresso foi o 2° Encontro do Coletivo de Mulheres da Abraço. Com o objetivo de debater e fortalecer a atuação das mulheres na gestão das emissoras, o encontro contou com a participação de Rose Scalabrin, secretária de articulação institucional e ações temáticas da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República. Em sua apresentação, ela afirmou que "a participação das mulheres na política deve começar na própria comunidade". Ressaltou que uma Reforma Política que acabe com o financiamento privado de campanha é o caminho mais curto para o empoderamento das mulheres. Ela citoui que o "perfil masculino" de candidatos é o preferido dos financiadores de candidatos.

Escrito por: André Accarini
Fonte: CUT

terça-feira, 18 de agosto de 2015

VIII Congresso Nacional de Rádios Comunitárias da Abraço nos dias 21, 22 e 23 de agosto


Há 19 anos as rádios livres, populares e piratas do Brasil se reuniram e criaram a Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária). Durante esses anos a entidade cresceu e se enraizou em todos os estados da Federação, enfrentando o monopólio da mídia e inúmeras dificuldades. Foram realizados sete congressos nacionais, dezenas de encontros e congressos estaduais, e através disso, a entidade conseguiu poucos, mas significativos avanços após a Lei 9612/98. Lutando contra novos desafios e ainda trazendo velhas lutas, a Abraço realiza nos dias 21, 22 e 23 o seu VIII Congresso em Brasília, no Hotel Nacional.

De acordo com o coordenador da Abraço Nacional, José Sóter, não será possível realizar um congresso maior que o anterior, quando participaram cerca de 500 delegados. “Esperamos que os cerca de 150 delegados que virão a Brasília possam sair daqui com as forças renovadas e uma pauta de atuação e fortalecimento da entidade, onde ela estiver enfrentando dificuldades. Será um congresso mais enxuto, mas muito importante para o futuro das rádios comunitárias do Brasil”, relata o dirigente.

Os tópicos de discussão se distribuirão em três momentos: o debate sobre os desafios da democratização da comunicação no Brasil; o II Encontro de Mulheres da Abraço, buscando o empoderamento feminino, e a eleição de uma nova e renovada Direção Executiva Nacional para o próximo triênio. O evento contará na abertura, com as entidades e seus representantes: FNDC – Rosane Bertotti, FITERT – José Antônio, FENAJ – José Carlos Tavares, FRENTECOM – Luiza Erundina, MINICOM – Ricardo Berzoini, SECOM-PR – Edinho Silva. Haverá também, as participações do senador Donizeti Nogueira (PCdoB ) e da deputada Luciana Santos.  No segundo dia, o congresso recebe os palestrantes: Emiliano José – Secretário de Comunicação Eletrônica – MC, Beto Almeida – TV Sur, Renato Simões – SG-PR, representante da ONU Mulheres e da Secretaria de Políticas para as Mulheres/PR.

José Sóter afirma que apesar de viver um momento novo, de renovações de outorgas, a radiodifusão comunitária continua com uma lei restritiva e o problema de sustentabilidade emperrada na burocracia legal. O congresso será aberto à participação de interessados no tema Radiodifusão Comunitária. O credenciamento é limitado e começa a ser feito no dia 22 e local do evento, a partir das 15h.

Homenagem ao baluarte da comunicação comunitária potiguar, Hugo Tavares Dutra.

O VIII Congresso da Abraço é dedicado ao radialista potiguar, Hugo Tavares, que faleceu no dia 1º de julho deste ano.  Como militante ativo da Radiodifusão Comunitária, Hugo fundou a ABRAÇO POTIGUAR – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Rio Grande do Norte – afim de fortalecer as rádios comunitárias do Estado; e idealizou também a Associação Rádio Comunitária Santa Rita, destinando boa parte de sua vida a comunicação e a usá-la para contribuir com a sociedade.

O coordenador da Abraço Nacional José Sóter, considera Hugo Tavares Dutra, um grande guerreiro. Ele se sensibilizou para a necessidade de buscar a organização das rádios no Rio Grande do Norte para se fortalecerem e participou com muita garra desse processo, tanto na administração da Rádio Comunitária que ele ajudou a criar em Santa Cruz, como promovendo o debate em todas as regiões do estado para mobilizar e organizar as emissoras da região. Recentemente, infelizmente o perdemos para o câncer. Por isso a Direção Nacional da Abraço resolveu fazer esta homenagem, lembrando a todos e todas que pereceram nessa caminhada”, ressalta Sóter.

O radialista Hugo Tavares foi também um grande incentivador e defensor da cultura santacruzense. Apaixonado pela cultura, arte e poesia, escreveu diversos cordéis e gravou algumas músicas de sua autoria.

Serviço

VIII Congresso da Abraço Nacional – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária



Data: 21, 22 e 23 de agosto

Local: Hotel Nacional – Setor Hoteleiro Sul, Quadra 01, Bloco A – Asa Sul, Brasília – DF.



Programação

DIA 21 DE AGOSTO DE 2015
     A partir das 15 horas– credenciamento;
     19 horas – abertura:

FNDC – Rosane Bertotti

FITERT – JOSÉ ANTÔNIO

FENAJ – JOSÉ CARLOS TORVES

FENTECOM – LUIZA ERUNDINA

MINICOM – RICARDO BERZOINI

SECOM-PR – EDINHO SILVA

Senador Donizeti Nogueira – confirmado

PCdoB – Dep. Luciana Santos

    Atrações culturais

DIA 22 DE AGOSTO

    08 horas – “As rádios comunitárias e os desafio da democratização da comunicação no Brasil” – José Sóter – Coordenador Executivo da Abraço; Senador Walter Pinheiro
    09 horas – “Plano Nacional de Outorgas e o fortalecimento das Radcom no Brasil” – Emiliano José – Secretário de Comunicação Eletrônica – MC
    10 horas – “As rádios comunitárias na América Latina como fator de integração cultural e política” – Beto Almeida – TV Sur confirmado
    11 horas – “Rede Nacional de Rádios Comunitárias: produção e distribuição de conteúdos” – José Sóter
    13 horas – Atendimento pelas equipes do MiniCom e da Secom
    Participação Social por meio das Rádios Comunitárias
    Renato Simões – Secretário Nacional de participação social.
    16 horas – “Plenária Estatutária”
    19 horas – II ENCONTRO NACIONAL DE MULHERES DA ABRAÇO

“O empoderamento da Mulher na comunidade por meio da participação política” – Representante do Coletivo de Mulheres da Abraço, Ministra Eleonora Menicucci, da SPM/PR e Nadine Gasman, Representante da Onu Mulheres no Brasil;

21 horas – eleição da Coordenação do Coletivo Nacional de Mulheres da Abraço

DIA 23 DE AGOSTO

    8 horas  – PLENÁRIA ESTATUTÁRIA – Aprovação do novo estatuto
    9 horas – instalação da Comissão Eleitoral e inicio do processo para a eleição da nova Direção Executiva Nacional, Conselho Fiscal e Comissão de Ética
    12 horas – Encerramento e posse da nova direção.

sábado, 18 de julho de 2015

MiniCom debate direito à comunicação com rádios comunitárias no Maranhão

O novo Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias e educativas foi tema de um debate promovido pelo Governo do Maranhão na última sexta-feira (17). Com a participação de representantes do Ministério das Comunicações, do governo estadual e da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), o encontro discutiu formas de assegurar que os municípios contemplados no PNO participem da seleção e consigam garantir a abertura de novas emissoras.

O Plano Nacional de Outorgas do MiniCom vai autorizar novas rádios comunitárias para 699 cidades de todo o Brasil. A previsão é de que o primeiro edital de seleção seja divulgado em agosto. O Governo do Maranhão quer trabalhar junto com o Governo Federal para oferecer formação aos comunicadores populares e apoiar por meio de seminários de capacitação os municípios. O novo PNO vai beneficiar 29 cidades maranhenses.

Juntamente com o PNO, o Ministério das Comunicações também vai simplificar os procedimentos para obter a outorga. O número de documentos que deverão ser apresentados para concorrer a uma autorização de rádio comunitária vai diminuir de 33 para apenas 7.

Durante o encontro, o diretor de Acompanhamento e Avaliação do MiniCom, Adolpho Loyola, explicou que, com as novas regras, o processo de autorização para o funcionamento de uma nova rádio comunitária será reduzido de dois anos, em média, para seis meses. “Para que se garanta a pluralidade, é preciso haver a máxima dispersão das emissoras. Isso dá a possibilidade de a sociedade se manifestar, falar e ser ouvida”, afirmou.



Informações: Ministério das Comunicações

quinta-feira, 16 de julho de 2015

MiniCom divulga a lista de cidades contempladas no Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias

O Ministério das Comunicações divulgou nessa quarta-feira (15/7) a lista de municípios contemplados no Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias e rádios FM e TVs com fins exclusivamente educativos. São 699 cidades que vão receber outorgas de radcom e 235 localidades atendidas com rádios e TVs educativas.

As datas de lançamento dos editais de concorrência vão ser anunciadas em agosto. Dentro do PNO também vão ser adotadas novas regras que vão facilitar a participação das entidades ao exigir menos documentos e agilizar as etapas de análise dos processos.

Os critérios seguidos para a escolha dos municípios atendidos com rádios comunitárias foram os cadastros de demonstração de interesse enviados pelas entidades ao Ministério das Comunicações, a chamada demanda reprimida. Já para as outorgas educativas foram levados em conta as demonstrações de interesse, a disponibilidade de canais de FM ou TV na cidade e a presença de instituições de ensino superior públicas.

Clique aqui para ver a lista de cidades que vão receber outorgas de radcom.

terça-feira, 14 de julho de 2015

MiniCom anuncia Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias em 699 municípios

Após apresentar os itens que irão facilitar as habilitações para radiodifusão comunitária junto ao Ministério das Comunicações, o Grupo de Trabalho de Desburocratização, anunciou o novo Plano Nacional de Outorgas. O lançamento será em agosto, e contemplará 699 municípios em todo o Brasil.

O Plano Nacional de Outorgas traz um cronograma com a previsão de lançamento dos editais de seleção pública, que abrem a concorrência entre as entidades interessadas em prestar o serviço em cada cidade. A estimativa do MiniCom é apresentar a relação completa com os municípios contemplados e as datas de lançamento dos editais a partir desta quarta-feira (15).

O PNO de radiodifusão comunitária vai contemplar 496 municípios brasileiros que ainda não possuem nenhuma rádio autorizada e outras 203 cidades que já contam com pelo menos uma emissora. Atualmente, as rádios comunitárias estão presentes em 3.781 municípios. O objetivo com esse novo plano é ampliar o serviço para 4.277 cidades, o que representa 76,7% das localidades brasileiras.

Para o secretário de Comunicação Eletrônica do MiniCom, Emiliano José, o lançamento do PNO é um avanço na garantia ao direito à comunicação. “Para que se garanta a pluralidade, é preciso haver a máxima dispersão das emissoras. Isso dá a possibilidade de a sociedade se manifestar, falar e ser ouvida”, disse.

A definição sobre quais municípios são incluídos no PNO é feita com base na demanda reprimida, ou seja, nas solicitações para abertura de novas emissoras que chegam até o ministério.

Já o Plano Nacional de Outorgas para emissoras educativas vai abranger 235 municípios. Serão 205 novas outorgas para rádios FM e 30 para TVs com fins exclusivamente educativos. O PNO vai garantir um aumento expressivo no número de emissoras que prestam esse tipo serviço. Até hoje, o MiniCom já concedeu 716 outorgas de educativas, 508 rádios FM e 208 TVs. A intenção é chegar a 951 outorgas em todo o país.

Desburocratização

Juntamente com o PNO, o Ministério das Comunicações também vai simplificar os procedimentos para os interessados em obter outorgas para os serviços de radiodifusão. O número de documentos que deverão ser apresentados e as etapas de análise dos processos vão ser reduzidos de forma significativa.

Pelas novas regras, que serão detalhadas em agosto, o número de documentos que as entidades deverão apresentar para concorrer a uma outorga de rádio comunitária vai diminuir de 33 para apenas 7. No caso das emissoras educativas, a relação de documentos também será simplificada e vai cair dos atuais 18 para 8, menos da metade. A iniciativa é resultado das propostas do Grupo de Trabalho de Desburocratização de outorgas lançado no início do ano.

De acordo com o secretário-executivo do MiniCom, Luiz Azevedo, a iniciativa vai facilitar a análise dos processos e a concessão dos serviços. “Nós temos em torno de 80% de todos os pedidos de rádios comunitárias que acabam não se efetivando por causa de exigência de documentação. Nós temos certeza que com essas novas medidas vamos fazer o resultado ser o inverso, que mais de 80% dos pedidos sejam aprovados”, afirma.

A Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) esteve presente no lançamento do PNO com os coordenadores: Inês Fortes (Santa Catarina), Jairo Bispo dos Santos (Bahia), Joaquim Goulart e Jonas Rudeghiro (Rio Grande do Sul), Divino Cândido e João Moreno (Distrito Federal).


Com informações do Ministério das Comunicações

terça-feira, 16 de junho de 2015

Regulamentação da mídia em debate

O apresentador Lalo Leal recebeu no Ver TV do dia 26 de março especialistas para discutir os principais pontos que podem integrar um marco regulatório na área de comunicação e a polêmica em torno do assunto.

Aqueles que defendem a nova legislação almejam maior democratização da mídia. Isso significa aumentar a diversidade de conteúdos, produzidos em diferentes regiões do país, além de estimular a participação da sociedade nos meios de comunicação.

O programa recebeu o pesquisador e jornalista Venício Lima, professor da Universidade de Brasília (UnB), a deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE) e o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, que foi deputado federal pelo PT e é professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia.

Os especialistas discutiram a importância dos artigos da Constituição que preveem a regionalização do conteúdo e a complementaridade dos sistemas público, estatal e privado de comunicação.
"Por que no Brasil, ao contrário dos países da América Latina e democracias liberais consolidadas, o debate da democratização da comunicação não avança?", questiona-se o sociólogo Venício Lima, que escreve para os sites Observatório da Imprensa, Carta Maior e Teoria e Debate. "Mesmos países como a Inglaterra e os Estados Unidos têm regulação dos meios de comunicação", acrescenta.
A deputada Luciana Santos foi relatora de um projeto que regulamenta o direito de resposta dos meios de comunicação. No programa, a parlamentar rebateu críticas que associam um possível marco regulatório da comunicação a uma forma de proteger os políticos da mídia. "O que existe hoje nos meios de comunicação não se resume a ataques à política, mas ao cidadão também."
"No Brasil, concorre-se ao parlamento ao lado de um cidadão que possui uma emissora de televisão ou de rádio", destaca o jornalista. "É por isso que todos os que lutam pela democracia vão continuar insistindo na regulamentação, que pode nos propiciar uma mídia bem mais democrática", conclui.

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Apresentador / Editor Chefe: Lalo Leal
Direção de Estúdio: Pola Galé
Pesquisa e Pauta: Renato Fanti
Produção Executiva: Vitor Chambon
Gerente de Produção: Aline Penna

“Rádios comunitárias devem expressar diversidade brasileira”, diz secretário


Brasília, 15/06/2015 - O secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, defendeu, nesta segunda-feira (15), durante um seminário realizado na Assembleia Legislativa de Sergipe, a participação de militantes políticos e religiosos em rádios comunitárias. "Eles não podem dirigir a rádio, mas podem e devem participar de debates, apresentar programas. Essa é a nossa posição. Democratizar significa também respeitar a diversidade cultural, ideológica e política do povo brasileiro. As rádios comunitárias devem ser expressão dessa diversidade", argumentou. Emiliano José afirmou que o serviço de rádio comunitária é uma prioridade da atual gestão do Ministério das Comunicações. Entre as ações em andamento, o secretário mencionou a desburocratização dos processos. "Nós queremos diminuir o número de documentos solicitados para autorizar o funcionamento de uma rádio comunitária. Há algumas informações que nós mesmos podemos conseguir e não precisamos pedir aos cidadãos, que às vezes têm mais dificuldades para ter acesso", explicou. O secretário destacou, também, a importância da descriminalização das rádios comunitárias. "Nós precisamos enfrentar esse problema e estamos conversando com a Anatel para diminuir o fechamento das emissoras. Infelizmente, não basta um gesto de vontade do Ministério das Comunicações. Nós precisamos de medidas legislativas que assegurem a descriminalização das rádios comunitárias." Atualmente, a operação de uma emissora comunitária irregular é punida com detenção de um a seis meses. O crime é previsto no artigo 70 do Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962. Promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, o seminário teve o intuito de divulgar a política desenvolvida pelo MiniCom e também de esclarecer dúvidas dos radiodifusores do Estado.