terça-feira, 12 de junho de 2012

LIVRO SOBRE RÁDIOS COMUNITÁRIAS É LANÇADO NO MA

Foi lançado nesta quarta-feira (11), pelo professor do Curso de Comunicação da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), Ed Wilson Ferreira Araújo, o livro “Rádios Comunitárias no Maranhão: história, avanços e contradições na luta pela democratização da comunicação”. O autor, que é diretor da Abraço-MA (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Maranhão), traz o fruto da dissertação de seu mestrado em Educação na UFMA concluído em 2004, e contemplada no plano editorial do Centro de Ciências Sociais (CCSo), juntamente com várias produções acadêmicas de professores em diversas áreas.

O livro reúne relatos da organização do movimento de rádios comunitárias, desde o ano de 1996, quando iniciaram as primeiras articulações que posteriormente levaram à criação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) no Maranhão.

O trabalho disponibiliza informações sobre os primeiros passos da organização das emissoras (1996), registra o congresso de fundação da Abraço, em Caxias (1998), as batalhas pela legalização das emissoras, o enfrentamento da repressão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal em várias regiões do Maranhão.

O trabalho disponibiliza informações sobre os primeiros passos da organização das emissoras (1996), registra o congresso de fundação da Abraço, em Caxias (1998), as batalhas pela legalização das emissoras, o enfrentamento da repressão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal em várias regiões do Maranhão.

O autor discorreu sobre as convergências entre mídia e hegemonia (Antonio Gramisci), procurando entender o papel das rádios comunitárias como um movimento social organizado na sociedade civil. O trabalho de campo focou as emissoras na região metropolitana de São Luís.

A obra aborda também das contradições e desvios no curso do movimento, registrando o perfil das emissoras e a grade de programação, onde verificamos a prática de proselitismo político e religioso em várias emissoras.O livro, segundo o autor, é apenas uma tentativa de sistematização do trabalho de centenas de comunicadores populares espalhados pelo Maranhão, que perceberam nas rádios comunitárias uma possibilidade de alternativa de mídias no cenário de concentração dos meios eletrônicos de comunicação.

Além do lançamento feito em São Luís, dia 11, Ed Wilson pretende fazer outras apresentações da obra. A princípio estão previstos lançamentos em Caxias e Imperatriz, onde o autor foi professor do Curso de Jornalismo da UFMA, de 2007 a 2009. “A meta é fazer lançamentos em todas as cidades-sede das macro-regiões do Maranhão, para que os comunicadores populares, profissionais e estudantes de Comunicação possam ter acesso à obra”, explicou.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

OUTORGAS DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS SÃO DEBATIDAS EM I ENCONTRO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS

O engenheiro Abílio Franco esclareceu dúvidas de representantes comunitários sobre o processo de outorgas de rádios comunitárias.

SÃO LUÍS - No segundo dia do Encontro de Rádios Comunitárias para Divulgação Científica e Direitos Humanos, o engenheiro Abílio Franco esclareceu dúvidas sobre a renovação das outorgas para as rádios comunitárias, a partir do debate da radiodifusão comunitária para a promoção da cidadania e para assegurar o direito à comunicação. Franco abordou as questões técnicas e jurídicas relacionadas ao processo de renovação de outorgas, que está envolto em questões burocráticas. Segundo o engenheiro, “as rádios comunitárias foram criadas para preencher uma lacuna na comunicação, seja num bairro, numa vila ou nas pequenas cidades”, disse.

Conforme a regulamentação do setor, a potência desses veículos é limitada a 25 watts, que atingem, em média, o raio de 4 km. As rádios comunitárias devem priorizar a cultura, a educação e a formação da comunidade em que atuam. Devem, também, ser pautadas numa programação diferenciada, tanto musical, quanto de conteúdo. “A rádio comunitária não é somente um meio de comunicação, mas um meio de transformação. Ela tem o papel de possibilitar às comunidades, como quilombolas e ribeirinhas, o acesso à comunicação, já que são as elites que determinam aquilo que a sociedade ouve e vê”, analisa Neuton César, coordenador de comunicação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Maranhão (ABRAÇO-MA).

O prazo para a outorga de uma rádio comunitária é de 10 anos. No evento, Abílio Franco esclareceu dúvidas sobre os requisitos para o projeto, que deve ser submetido à análise do Ministério das Comunicações três meses antes do término do prazo. Vários representantes de comunidades de 10 microrregiões maranhenses estiveram presentes ao evento. Luís de Matos, diretor da Rádio Progresso FM, localizada em Igarapé do Meio, a 229 km de São Luís, relatou o papel de uma rádio comunitária: “Antes não tínhamos um meio de comunicação que chamasse a atenção da comunidade. A partir da rádio comunitária, passamos a ter uma programação voltada para o município, baseada no trabalho voluntário da população, que também financia o veículo”. Para democratizar a mídia, as rádios comunitárias precisam experimentar novos padrões, alternativos ao radialismo comercial, e estar comprometidas com as demandas das comunidades, além de investir na formação dos comunicadores populares. Atualmente, o Brasil tem 4200 rádios comunitárias.

Fonte: www.ufma.br

sábado, 2 de junho de 2012

UFMA E ABRAÇO FIRMAM PARCERIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

O 1º Encontro das Rádios Comunitárias encerrou hoje a sua programação com saldo positivo para o conhecimento científico e o saber popular.

SÃO LUÍS - No último dia do Encontro de Rádios Comunitárias, UFMA, líderes comunitários e representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Maranhão, Abraço, discutiram propostas de melhorias das rádios para difundir informação com qualidade. As propostas foram entregues ao reitor em forma de uma Carta de Intenções.

Temas como o Direito à informação e Parcerias entre rádios comunitárias e UFMA foram debatidos pelo advogado da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, Rodrigo Pires Ferreira Lago; pelo tesoureiro da Abraço, Raimundo Pereira e pelos professores da Universidade, Francisco Gonçalves, Rose Ferreira e Ed Wilson Araújo.

Durante as palestras, o ponto crucial e inovador debatido foi a proposta de criação de fundo de recursos para que as rádios e a Abraço mantenham sua estrutura e continuem a funcionar. A ideia, segundo o tesoureiro da Abraço, Raimundo Pereira, é ter a colaboração financeira de cada rádio comunitária para esta questão financeira. “Já é o segundo dia de debates sobre esse assunto”, disse.

“A proposta foi considerada muito boa pelos participantes, porém, há um entrave que envolve a lei, que não permite o apoio financeiro às rádios comunitárias. Contudo, estamos tentando resolver este problema por meio de um projeto que já está tramitando no Congresso Nacional, para algumas modificações nessa mesma lei”, afirma Raimundo Pereira.

Democratizar a informação – Além da questão financeira, a parceria entre o Departamento de Comunicação Social e rádios comunitárias também foi discutida. Estas, por sua vez, irão divulgar o conhecimento científico encontrado na universidade, de forma a democratizá-lo e traduzi-lo, envolvendo o saber popular encontrado nos povoados maranhenses, público alvo das rádios comunitárias. “Democratizar significa mais do que simplesmente transmitir a informação, mas sim deve haver um esforço colaborativo de tradução da linguagem acadêmica para a linguagem popular”, explica o professor Francisco Gonçalves.

Colaborando com a fala de Francisco Gonçalves, a professora Rose Ferreira afirma que essa articulação entre saber popular e produção científica se configura como uma relação de reconhecimento da união desses saberes.

Carta ao Reitor – Ao final dos debates e palestras, foi elaborada uma Carta de Intenções ao Reitor Natalino Salgado, com propostas para que a UFMA colabore com o trabalho das rádios comunitárias. Entre as sugestões expressas na carta, estão a criação de cursos de gestão e administração de rádios comunitárias, de locução e redação, e a elaboração de projetos para conseguir recursos, além da disponibilização de uma estrutura com internet por parte da UFMA.

Representando o reitor, a professora Ester Marques esteve presente para receber a carta e levar as propostas contidas no documento. Durante a sua fala, a professora reafirmou o compromisso de parceria da UFMA e do Departamento de Comunicação Social com as rádios comunitárias e a Abraço. “É importante que a discussão sobre a questão das rádios comunitárias avance”, afirma.

“A UFMA se propôs a receber e organizar o Encontro, pois a questão das rádios comunitárias ainda não é reconhecida pelo Estado. Assim, a UFMA apoia este evento porque as rádios têm um papel importantíssimo de informação, de socialização e de integração do conhecimento, proporcionando o desenvolvimento das comunidades locais”, explicou a professora.

SBPC – O encontro faz parte da programação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Progresso à Ciência, este ano sediada na UFMA entre os dias 22 e 27 de julho. Segundo Ester Marques, as rádios comunitárias têm um papel fundamental ao tema proposto pela 64ª Reunião: “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”. “As rádios comunitárias têm um papel fundamental na divulgação do conhecimento às comunidades tradicionais. É uma ferramenta de produção da cidadania, pois elas chegam a todos os lugares”, concluiu Ester Marques.

Fonte: www.ufma.br

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ABERTURA DO I ENCONTRO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E DIREITOS HUMANOS

Evento, que é uma prévia da 64º SBPC, discute a democratização da mídia por meio das rádios

SÃO LUÍS – Ocorreu na tarde desta quinta-feira (31), a abertura do I Encontro de Rádios Comunitárias para a Divulgação Científica e Direitos Humanos. O evento, que acontece até amanhã, no Centro de Ciências Sociais (CCSo) da Universidade Federal do Maranhão, é uma prévia da 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que este ano será realizada com o tema Ciência, cultura e saberes tradicionais para enfrentar a pobreza, no período de 22 a 27 de julho, na Cidade Universitária. O projeto tem a parceria da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc); da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA); da UFMA; do SESC e do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep).

O professor do Departamento de Comunicação da UFMA e diretor de formação da Abraço – MA, Ed Wilson, frisou a relação do evento com a 64ª SBPC: “O objetivo deste encontro, entre outros, é levar a SBPC às rádios comunitárias, para que as pessoas tenham conhecimento e acesso às informações do evento”, destacou. O professor aproveitou o encontro para lançar o livro Rádios comunitárias no Maranhão: história, avanços e contradições na luta pela democratização da Comunicação.

Além do lançamento da obra, a programação contou hoje com as Palestras da Secretária de Estado dos Direitos Humanos, Luiza Oliveira; da Secretária Executiva Local da SBPC, Margarete Cutrim; do Pró-Reitor de Extensão, Antonio Luiz Amaral e da Professora do Curso de Comunicação Zefinha Bentivi, que representava a Assessoria de Comunicação da UFMA. Amanhã, o evento terá Orientações sobre a renovação das outorgas para rádios comunitárias; oficina de radiojornalismo, com a professora do Departamento de Comunicação Social da UFMA, Letícia Cardoso; palestra sobre as rádios comunitárias e o direito à comunicação, com o advogado Rodrigo Pires Ferreira Lago da OAB-MA e a mesa-redonda As rádios comunitárias e o Curso de Comunicação Social da UFMA – uma parceria possível, com os professores Chico Gonçalves, Ed Wilson e Rose Ferreira.

O coordenador da Abraço – MA, Luis Augusto Nascimento, explicou a importância das rádios comunitárias na democratização da mídia atualmente: “As rádios comunitárias têm participação intensa da população. Cada cidade tem duas ou três rádios e isso é essencial para a propagação de assuntos. Democratizar a informação é sempre o papel desse veículo e é isso que a Abraço – MA faz questão de destacar”, afirmou Luis Augusto.

O estudante de Rádio e TV da UFMA, Rodrigo Anchieta, esteve presente na abertura. Ele sempre se interessou por essa ferramenta e pretende desenvolver trabalhos na área. “Sempre tive interesse em pesquisar sobre esse assunto, entender a linguagem utilizada e quem faz parte, até porque pretendo trabalhar com isso. O fato de esse evento estar acontecendo na UFMA é muito importante, pois traz essas discussões pra dentro da universidade. Dessa forma, o aluno se sente mais próximo, conhece os atores sociais que atuam nas rádios e o que eles pensam sobre eles mesmos”, afirmou o jovem.

O I Encontro de Rádios Comunitárias para Divulgação Científica e Direitos Humanos é gratuito e aberto para todos.

Fonte: www.ufma.br