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sábado, 13 de fevereiro de 2016

RÁDIOS COMUNITÁRIAS NA AMÉRICA LATINAA: LUTA POR RECONHECIMENTO

O rádio tem sido sem dúvida o meio de comunicação mais inclusivo de todos os tempos. Seu baixo custo não permite apenas chegar a regiões mais distantes, como também inclui no debate democrático todas as pessoas, independente de níveis socioeconômicos ou de habilitações acadêmicas.

É assim que a rádio é vista pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que decretou em 2013 o dia 13 de fevereiro como o Dia Mundial do Rádio, com o objetivo de reconhecer a importância desse meio.

Como parte desta celebração, o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas publica hoje os primeiros posts de um especial sobre rádios comunitárias na América Latina.

Estas são as rádios que proporcionam um espaço para as minorias ou para setores “tradicionalmente excluídos”, como afirma a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

A importância das rádios deve-se a este meio combater o “fenômeno de exclusão” que tem um efeito semelhante ao “que produz a censura: o silêncio”, como assegura a Relatoria Especial no documento “Padrões de Liberdade de Expressão para uma Radiofusão Livre e Inclusiva”.

A América Latina tem sido um dos líderes nesta questão. De fato, a região é considerada o berço da rádio comunitária, de acordo com o relatório “Ajustando o desenvolvimento: um estudo comparativo internacional sobre a regulamentação da radiodifusão comunitária”, publicado em 2015 pela Unesco.

No entanto, a capacidade que rádios comunitárias têm para atingir este objetivo por vezes é restrita, pela falta de reconhecimento legal ou porque a legislação não cumpre as normas internacionais nesta área. Muitos países ainda não têm legislação sobre o assunto.

A este fato se acrescenta a violência contra os trabalhadores dos meios de comunicação da região. Os integrantes de rádios comunitárias são alvos muito mais vulneráveis. Isso se deve especialmente pela localização geográfica das estações: longe das grandes metrópoles e frequentemente em áreas controladas pelo crime organizado ou por políticos corruptos.

Dois jornalistas de rádios comunitárias foram mortos no Brasil em 2015. Djalma Santos de Conceição, 53, jornalista da RCA FM, na Bahia, foi morto após ser sequestrado em maio. O jornalista paraguaio Gerardo Ceferino Servian Coronel, da Ciudad Nueva FM, foi morto em março em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

Reconhecimento internacional, obstáculos nacionais​

Os meios de comunicação comunitários, incluindo as rádios, são normalmente definidos como “entidades privadas com objetivos públicos”, de acordo com os Princípios para uma legislação democrática para a radiodifusão comunitária, da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC).

“Sua principal característica é a participação da comunidade, tanto em sua propriedade como em sua programação, direção, operação, financiamento e avaliação. São meios de comunicação independentes e não-governamentais, que não dependem ou são parte de qualquer partido político ou empresas privadas”, assinala a AMARC.

Diferentes organizações internacionais, como a UNESCO, a ONU, a CIDH, entre outras, têm enfatizado a necessidade de uma regulamentação adequada para essas mídias.

“A radiodifusão comunitária deve ser reconhecida explicitamente na lei como uma forma distinta de meio de comunicação”, afirma um comunicado conjunto pelos quatro relatores para a liberdade de expressão (ONU, CIDH, OSCE, em nome da Europa, e Comissão Africana).

Segundo estabelece a Relatoria Especial da CIDH, a legislação deve, entre outros aspectos, determinar procedimentos simples para a obtenção de licensas e oferecer a possibilidade de utilizar diferentes maneiras de financiamento, além de não exigir requisitos tecnológicos rígidos que impeçam o acesso de rádios comunitárias.

“Em geral, a situação das rádios comunitárias tem dois níveis. Um nível internacional, com um importante reconhecimento por todas as instâncias das Nações Unidas, mas também um nível regional. O problema é sempre a descontinuação nas leis nacionais, apesar da existência de convenções internacionais”, disse Francesco Diasio, Secretário Geral da AMARC, em conversa com o Centro Knight.

A situação na América Latina pode ser dividida em quatro etapas, conforme explicou Damian Loreti, vice-presidente da AMARC, em entrevista ao Centro Knight. Estas são: a perseguição, o reconhecimento mínimo, a tolerância e o direito pleno.

Para Loreti, na América Latina há países que procuram fechar rádios comunitárias por meio de diferentes mecanismos, que vão desde a intervenção com uso de força nas instalações das estações de rádio, até ordens judiciais de encerramento. Esta é uma situação particularmente difícil para as rádios comunitárias indígenas.

Em outros países, as rádios são reconhecidas com “um quê de culpa, isto é, existem porque têm que existir”, disse Loreti. Nestes lugares, o alcance regional das rádios é mínimo. Finalmente, há países onde não existe diferença entre outras rádios, e países onde há reconhecimento especial.

Nesta última categoria estão incluídos países como a Argentina (apesar de a sua lei referente aos meios de comunicação social estar atualmente em revisão) e Uruguai. No entanto, Loreti qualificou como positivas as alterações feitas por Colômbia, Bolívia e El Salvador, assim como a expectativa de uma mudança no México.

De acordo com Diasio, da AMARC, a situação da Guatemala é “crítica”. Um assunto recorrente que Loreti observou nesse país são as denúncias de perseguição.

Porém, ele disse que a lei atualmente em discussão no Congresso do país “é uma melhoria significativa.”

O Congresso da Guatemala esta estudando a “Lei de Meios de Comunicação Comunitários”, impulsionada pela sociedade civil e comunidades indígenas, que visa regulamentar os meios de comunicação e garantir a estas comunidades um espaço nos meios de comunicação do país.

A respeito desta questão, a Relatoria Especial da CIDH intimou a Guatemala a “adotar a legislação” e lembrou que, desde 2000, a Relatoria tem pedido para o país estabelecer um “marco jurídico mais justo e inclusivo” para essas rádios, de acordo com um comunicado divulgado em 11 de fevereiro.

Além das mudanças na legislação, Loreti considera que um aspecto importante para a obtenção de melhorias significativas esta relacionado com o momento oportuno de colocar estas novas normas em prática. Segundo ele, em muitos países as mudanças estabelecidas por lei não são respeitadas.

Para Loreti, a dificuldade não está apenas em aprovar leis que deem um espaço a rádios comunitárias mas também em fazê-las serem cumpridas na prática. Outra dificuldade é o papel que a comunicação desempenha no estabelecimento do poder em uma sociedade, questão em que os conglomerados econômicos alteradores dos meios de comunicação têm bastante interesse.

“As rádios comunitárias e os pequenos empresários da mídia têm exatamente o contrário. Eles são um espelho e uma janela da sociedade. Quando se imprime um critério de negócio ou de empoderamento de grandes empresas, um dos lugares onde se faz notar esse poder é na legislação”, disse Loreti.

Celebrando a Rádio

Para a celebração Dia Mundial do Rádio deste ano, cujo tema é “a rádio em tempos de desastre e emergência”, estações de rádio de toda a América Latina estão oferecendo programações especiais. Muitas das rádios registraram seus eventos no portal da Unesco, e podem ser encontrados através deste mapa.

No portal, a Unesco também oferecerá uma programação especial em espanhol para o Dia Mundial da Rádio, preparada pela Cadena SER, da Espanha, e pela Rádio Nacional, do Paraguai. Outro programa estará disponível em inglês, preparado pela Rádio Francia Internacional, pela BBC Media Action, por estudantes da American University, de Paris, pela Ethical Journalism Network, pelo UNESCO-Crossing Institute, entre outros.

A Unesco convida todos os ouvintes a celebrar esta data com a hashtag #RadioSavesLives e #WorldRadioDay no Twitter.

Informações: Jornalismo nas América

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

NORDESTE VAI RECEBER MAIOR NÚMERO DE RADCOM ATÉ 2017

Escrito por: Redação FNDC

Editais para abertura de novas rádios comunitárias vão incluir 315 municípios da região
A Região Nordeste vai ser contemplada com o maior número de municípios que receberão novas autorizações de rádios comunitárias até 2017. De acordo com o Plano Nacional de Outorgas (PNO) de radiodifusão comunitária lançado neste ano, editais de seleção vão ser abertos para 315 localidades nordestinas.

Entre os Estados da região, a Bahia lidera com 78 cidades contempladas pelo PNO, seguida pelo Ceará (60) e Pernambuco (38). Na sequência estão Paraíba (36), Piauí (33), Maranhão (29), Sergipe (22), Alagoas (11) e Rio Grande do Norte (8).

O PNO, que é lançado periodicamente pelo Ministério das Comunicações (MC) para planejar com mais transparência e eficiência as concessões do serviço de radiodifusão comunitária, contém o cronograma dos editais que serão publicados e quais municípios e estados serão contemplados com emissoras.

A seleção para as entidades interessadas é lançada a cada dois meses. Para definir quais municípios seriam beneficiados com novas rádios comunitárias, o ministério considerou aqueles que ainda não têm nenhuma rádio comunitária em funcionamento e também as cidades que enviaram um requerimento manifestando interesse em prestar o serviço.

No comparativo entre as regiões, o Sudeste será a segunda região com omaior número de municípios (204) a receber novas emissoras comunitárias. A região Sul terá 122 cidades contempladas, seguida da Norte, com 66, e da Centro-Oeste, com 54 municípios.

Entre os estados brasileiros, os cinco que mais ganharão rádios comunitárias são: Minas Gerais (92 municípios), São Paulo (79), Bahia (78), Rio Grande do Sul (64) e Ceará (60).

Fonte: Ministério das Comunicações

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES ANDRÉ FIGUEIREDO RECEBE DIRETORIA DA ABRAÇO NACIONAL SINALIZANDO TRANSPARÊNCIA E PARCERIA COM AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS


No que depender da nova gestão do Ministério das Comunicações, as rádios comunitárias podem esperar transparência, diálogo e o mais importante: a resolução de antigas reivindicações do movimento. Pelo menos foi esta a impressão que o ministro das comunicações André Figueiredo deixou, ao receber na tarde desta segunda-feira (25/01), a nova Diretoria Executiva da Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária). Acompanhado de representatividades da radiodifusão comunitária em todo o país, o coordenador executivo da Abraço Valdeci Borges entregou para o ministro, pautas históricas da entidade. Entre assuntos discutidos, foram ressaltados: a anistia para as rádios comunitárias que tem dívidas públicas, a criação de fundo político para desenvolvimento da radiodifusão comunitária, a criação de editais específicos para a comunicação comunitária, entre outros.

De acordo com o ministro André Figueiredo, o primeiro encontro com a coordenação do movimento serviu para compartilhar experiências e buscar caminhos para que a radiodifusão comunitária chegue em todo o país. “A nossa intenção é que tenhamos até o final de 2017, rádios comunitárias em todos os municípios brasileiros. Buscaremos mais instrumentos para facilitar a vida das rádios comunitárias, que sobrevivem com bastante dificuldade. Nossa gestão será bastante transparente e vamos buscar parcerias que estiverem ao nosso alcance para facilitar este importante segmento da comunicação em nosso país”, ressaltou o ministro.

O coordenador da Abraço Nacional Valdeci Borges lembrou que é preciso reformular a Lei 9.612, para que ela contemple de fato as rádios comunitárias. “A própria Lei dificulta a viabilidade das rádios comunitárias. Não podemos ter uma norma que ao invés de nos ajudar, nos causam retrocessos que, por sua vez, causam enormes prejuízos para a comunicação do povo”. Valdeci salientou também a proposta de que o PNO (Plano Nacional de Outorgas) deverá contemplar primeiro os municípios que não tenham rádios comunitárias, e citou exemplo de cidades com até seis emissoras.

A coordenadora de Gênero e Etnia da Abraço, Maria de Fátima Gomes destacou para o ministro, a forte audiência das rádios comunitárias no Brasil e propôs parcerias com o ministério. “Que o próprio ministério se utilize das emissoras para ele. Mas não conseguimos avançar neste sentido porque nós esbarramos nesta atual Lei o tempo inteiro”. Fátima ressaltou também, duas propostas: o aumento da potência e a necessidade de se ter dois canais por municípios; já que estes fatores tem causado interrupção de transmissão e choque de frequência entre as emissoras.

Admitindo a importância das rádios comunitárias como instrumentos de divulgação e serviços para a população, o ministro André Figueiredo concordou em construir um caminho para a mudança na legislação com a ajuda da Abraço. Segundo ele, a proposta de ampliação para 2 canais por municípios e as emissoras das comunidades quilombolas estão entre as prioridades nesta nova gestão. “Vamos incluir as comunidades quilombolas em um PNO específico, pois são comunidades tradicionais. Estas comunidades tem um simbolismo muito grande em nosso país e nós vamos buscar isso sim, ainda neste semestre”, disse.

Em relação situação financeira das rádios comunitárias, André Figueiredo afirmou que Ministério das Comunicações está atento à questão e pretende avançar também neste sentido. “Vamos buscar junto a SeCom instrumentos que ajude as emissoras. E que seja uma relação de duas mãos. O governo ajudando as rádios comunitárias e evidentemente, algumas instituições governamentais que estão presentes em todos os municípios brasileiros possam apresentar seus serviços e mostrar a importância que tem para aquela comunidade e consequentemente prestar o melhor serviço. Enfim, que a população tenha naquela instituição um parceiro”, disse o ministro.

Participaram da reunião com o ministro das comunicações André Figueiredo, os seguintes componentes da nova Diretoria Executiva da Abraço Nacional: Valdeci Borges (GO), Jairo Bispo (BA), Ari Arley (SC), Mauricio Medeiros (AP), Fátima Gomes (MG), Judite Carvalho (MG), Ailton Santos (RO), Fátima Cruz (RN), Agostinho Alcãntara (CE), Uálisson Magalhães (MT), Divino Cãndido (DF) e Atiliano João de Deus(AL).

Fonte: Agência Abraço

NOVA DIRETORIA DA ABRAÇO NACIONAL REALIZA SEU PRIMEIRO ENCONTRO E DEFINE AÇÕES PARA 2016

A nova Diretoria Executiva da Abraço Nacional se reuniu nos dias 23 e 24 de janeiro em Brasília para a realização do planejamento das ações para o início da nova gestão da entidade. Lideranças da radiodifusão comunitária em todo o país pretendem fortalecer a campanha do Projeto de Lei de Iniciativa Popular para a reformulação da Lei 9612/98, que trata das Rádios Comunitárias. A proposta é fazer com que a lei contemple, de fato, as reivindicações do setor, como por exemplo, aumento de potência, quantidade de canais, entre vários outros tópicos.

A organização das Abraços em alguns estados, como Acre, Pará e Roraima foram debatidas com a intenção de fortalecer o movimento nestas regiões. De acordo com presidente Valdeci Borges, a entidade pretende estabelecer um projeto de comunicação mais ágil, tanto interno, quanto com a sociedade. “Queremos principalmente, descriminalizar as rádios comunitárias e buscar sustentabilidade para as emissoras, que sobrevivem heroicamente nos mais distantes recantos do nosso Brasil. Vamos continuar participando do FNDC (Frente Nacional pela Democratização da Comunicação) e da FrenteCom (Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular) e outros fóruns para contribuir na luta pela democratização da comunicação no país”, afirma Valdeci Borges.

Outro objetivo do encontro foi preparar a audiência com o ministro das comunicações, André Figueiredo, que aconteceu no dia 25 de janeiro. Clique aqui para ver a matéria da audiência da Abraço com o ministro André Figueiredo.

Participaram da reunião, os seguintes componentes da nova Diretoria Executiva da Abraço Nacional: Valdeci Borges (GO) Coord. Executivo

Jairo Bispo (BA) – Coord. Finanças

Fátima Gomes (MG) – Coord. de Gênero e Etinia

Wagner Souto (PE) – Coord. de comunicação

Geremias Santos (MT) – Coord. Jurídico.

Nete Sousa (AM) – Coord. de meio ambiente

Mauricio Medeiros (AP) – Coord. de Relações Institucionais e Internacionais

Rosângela (PB) – Coord. de Formação e Inovação tecnológica

Ari Arlei (SC) – Suplente da Executiva

Lucimeire Camargo (GO) – Presidente Cons. Fiscal

Fátima Cruz (RN) – Suplente C. Fiscal

Judite Carvalho (MG) – Suplente C. Fiscal

Severino Sulipa (PE) – Cons. de Ética

Atiliano João de Deus (AL) – Cons. de Ética

Divino Cândido (DF) – Suplente Cons. de Ética

Agostinho Alcântara (CE) – Suplente do Cons. de Ética

Uálisson Magalhães (MT) – Coord. da Abraço Regional Araguaia

Ailton Santos (RO) – Rádio Comunitária Alternativa da cidade de Jiparaná

Fonte: Agência Abraço

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

DIÁLOGOS PELA COMUNICAÇÃO RECEBE MINISTRO EDINHO SILVA E ABRAÇO ACOMPANHA O DEBATE

Após passar a manhã de sexta-feira reunida com gestores da EBC em São Luís, o Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Brasil,  Edinho Silva participou à tarde de mais um compromisso muito importante, desta vez a convite do governador Flávio Dino.

O evento intitulado “Diálogos pela Comunicação” reuniu mais de 150 profissionais de imprensa, de diferentes municípios, entre jornalistas, radialistas, blogueiros e mídia ativistas. O evento foi acompanhado por todos no auditório do Palácio dos Leões, sendo que o objetivo seria discutir os desafios da comunicação na atualidade. Além dos comunicadores, estiveram presentes também ao debate, o vice-presidente da Câmara Federal, o deputado federal Waldir Maranhão (PP), o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB), o vice-presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Mário Maurici e os deputados estaduais Marco Aurélio e Sérgio Frota.

A diretoria executiva da Abraço-MA não poderia ficar de fora também desta agenda propositiva em fortalecer a democratização das comunicações e pensar nas perspectivas que o movimento de rádios comunitárias tem planejado durante os últimos anos e com a intenção de poder contribuir muito mais para o alcance do bem comum, sobretudo nas defesas pela liberdade de pensamento e de expressão, cidadania, ética e transparência.

A liberdade de imprensa para ser boa, tem que ser para todos”, disse o governador durante a mesa-redonda, mediada pelo secretário estadual de Comunicação, Robson Paz. Flávio Dino destacou a importância de se ter a crença de que a comunicação pública, alternativa e comunitária é fundamental para a construção de um país melhor. 

O ministro Edinho ressaltou alguns dos maiores desafios da Comunicação: a democratização e a regionalização dos conteúdos. “É necessário que a Comunicação Pública reconheça e se aproprie dos novos modelos de comunicação. A nossa missão é ser o meio pelo qual as esperanças e sonhos das pessoas sejam realidade”, afirmou o ministro. 

Na quinta-feira (14), o Maranhão já havia recebido a visita ilustre do ministro das Comunicações, André Figueiredo, em compromissos relevantes, como a entrega do projeto técnico de implantação do Canal da Cidadania de São Luís e assinatura de um convênio de parceria técnica com o Governo do Maranhão, a fim de executar projetos pela universalização da comunicação e ampliação do acesso à internet nos municípios maranhenses. 

O presidente da Abraço-MA, Luís Augusto, avalia como positiva a vinda dos ministros ao Maranhão e acredita que isso representa uma ótima fase em que o Maranhão vive. Com isso, nós maranhenses esperamos a efetivação de políticas públicas voltadas ao campo da comunicação, com avanços que possam se estender para além da tecnologia, ou seja, que a formação, o acesso aos meios e a produção neles possam ser realidade aguardada tão logo, já que estamos ultimamente testemunhando várias parcerias acontecendo e prestes a acontecer entre as esferas, municipal, estadual e federal.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

ABRAÇO PRESTIGIA DEBATE COM PRESENÇA DO MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES E PROPÕE DEMANDAS

Nesta quinta (14), a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA) também marcou presença, como convidada, de um importante encontro temático com o ministro André Figueiredo, no Auditório Central da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). 

Na ocasião, o ministro avaliou o processo de evolução na comunicação brasileira traçando um balanço das ações que o ministério pretende realizar nos próximos meses. 

Durante a palestra, acompanhada por representantes do governo, do setor de radiodifusão, da academia e da sociedade civil, o ministro destacou que o estado receberá, até 2017, mais 29 rádios comunitárias e que o último Plano Nacional de Outorgas 2015-2016 de Radiodifusão Educativa também vai contemplar 16 municípios maranhenses com novas rádios FM com fins educativos. “Com a migração das rádios comerciais de AM para FM, 19 emissoras já realizarão a mudança neste ano. O desenvolvimento do Estado, potencializado pela democratização da comunicação, amplia os resultados das políticas públicas para a população", explicou o ministro. 

Ao final da palestra,os presentes tiveram a oportunidade de elaborar vários questionamentos e uma das mais esperadas estava em relação às rádios comunitárias. O coordenador de formação da Abraço-MA e também professor titular do departamento do curso de comunicação social da UFMA, Ed Wilson, apresentou em síntese alguns itens que o movimento de rádios comunitárias tem observado como principais dificultadores para a sobrevivência deste tipo de comunicação, em especial no território maranhense. 

Em resposta, o ministro disse que o levantamento dessa situação têm sido estudada pelo ministério e enfatizou ser necessário discutir o problema e lutar para que esta situação possa ser resolvida com a proposta de discutir inclusive com outras pastas do governo federal, a exemplo da Casa Civil e a Secom da Presidência da República, afim de promover o fortalecimento das rádios comunitárias. 

O deputado maranhense Weverton Rocha, líder da bancada federal (PDT), também se colocou a disposição para ser o intermediário nas ações que propõem analisar e acompanhar as princiais reivindicações dentro do Congresso Nacional.